Pensamentos longínquos e distantes,
Fazem-me lembrar de tudo como era antes.
Vivos sentimentos, nos pequenos olhos de gigantes.
Era tudo tão puro, simples e eficaz.
Coloridos detalhes que ilustravam a paz.
A conquista sobrevinha sem a necessidade de lutar.
A vida muda e com o tempo os sonhos também.
O sol que antes coloria o semblante,
Hoje, queima as cores que face da vida tem.
Os dias já não são mais os mesmos.
Perdemos a noção da felicidade que vivemos.
Pelo impasse da vida, que infelizmente é o medo.
As cores misturam-se ao mesmo tempo.
Procurando a tonalidade da felicidade.
Tantas são as cores que se dissipam no olhar,
Que perdemos a noção no daltonismo de sonhar.
Percebemos; que a cor que nos faz viver,
É a mesma cor já desbotada do passado.
Que a vida ilustra em nossa história,
Sem previsto, meio e fim.
"Diego J. Pereira."